Minigeração Distribuída e Microgeração Distribuída: entenda a diferença

Minigeração distribuída e microgeração distribuída são assuntos que estão sempre em pauta entre os profissionais e demais interessados, em energia solar.

Mas, para falar a acerca desses temas devemos em primeiro lugar comentar sobre a Geração Distribuída(GD)!

A REN 482, permite gerar a própria energia a partir de fontes renováveis, e fornecer a sobra para a rede.

Desde então, a GD não para de bater recordes!

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a geração distribuída FV cresceu a uma taxa média de 231% ao ano.

Hoje existem 300 mil sistemas conectados à rede!

O que representa 3,6 GW de potência instalada e mais de 370 mil unidades consumidoras recebendo créditos pelo Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

Sendo assim, o artigo de hoje, irá tratar sobre a diferença entre minigeração distribuída e microgeração distribuída, e fazer você ficar por dentro de tudo.

Boa leitura!

Minigeração distribuída e microgeração distribuída: o que é e qual a diferença?

Minigeração distribuída e microgeração distribuída são processos que permitem ao cliente instalar pequenos geradores de fontes renováveis em sua residência/comércio/indústria.

Sedo assim, a geração de energia pode ser solar, eólica, biomassa, hídrica e cogeração qualificada.

Dessa forma, a energia gerada no mês é descontada da energia consumida. Isso oferece uma redução no valor da conta de energia.

É importante lembrar que ao colocar um sistema, de micro ou mini geração distribuída, toda documentação tem que ser de maneira prévia, aprovado pela concessionária de energia.

Lembre – se! A geração só vai acontecer após a vistoria e troca do medidor.

O que diferencia minigeração distribuída e microgeração distribuída sobretudo é a potência limite das modalidades.

Dessa forma, com a entrada em vigor da Resolução Normativa nº. 687 de 24 de novembro de 2015, alterou o que já havia sido firmado na REN 482.

Assim, a REN 687 diz:

Art. 1º Alterar o art. 2º da Resolução Normativa nº 482, de 17 de abril de 2012, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art 2º:

  • Microgeração Sistema gerador de energia elétrica por meio de fontes renováveis, com potência instalada inferior ou igual a 75 kW.
  • Minigeração Sistema gerador de energia elétrica, com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW (para fonte hídrica). Menor ou igual a 5 MW para as demais fontes renováveis (solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada).

Crédito de energia 

Como citado no início, a REN 482 permite gerar créditos!

O processo de compensação de energia, faz com que você empreste a rede da concessionária, parte da energia que você gerou e não consumiu.

O que gera créditos de energia!

Essa “contagem” da sobra e consumo, é feita pelo medidor bidirecional.

Este, é instalado pela própria concessionária, quando tudo for aprovado no processo de homologação.

Nesse sentido, outra mudança da REN 687 que vale ser citada é referente a esses créditos.

O consumidor poderá utilizar o que for excedente para compensar em alguma outra unidade. Isso, faz com que mais pessoas usem a energia solar fotovoltaica.

minigeração distribuída e microgeração distribuída

Os créditos de energia não podem ser revertidos em dinheiro. Porém, pode – se usar para abater o consumo da conta de energia nos meses seguintes.

Assim também, vale mencionar que o novo prazo para utilização deles (de acordo com a REN 687) também foi alterado. Se estendeu, passando de 36 para 60 meses.

O processo de homologação da minigeração distribuída e microgeração distribuída

Em primeiro lugar, é importante lembrar que seja o sistema residencial, comercial ou industrial, ele tem que ser homologado!

Tal homologação é feita junto a concessionária de energia elétrica da sua região, que vai avaliar se o sistema cumpre (ou não) com as normas de segurança.

Seja como for, para que você consiga homologar o seu sistema, é necessário que você tenha todo o estudo para fazer os documentos.

Em suma, tudo tem que ser feito por um profissional habilitado, de modo a evitar dores de cabeça.

Portanto, para os Engenheiros Eletricistas e de Energia, a filiação ao CREA , fica obrigatória.

Contudo, a categoria técnica migrou de CREA/CONFEA para o CFT – Conselho Federal dos Técnicos Industriais.

Logo, Técnicos Eletrotécnicos podem assinar projetos com potência de até 800 kva.

minigeração distribuída e microgeração distribuída

Por fim, no que se refere aos prazos de homologação, micro e mini geração distribuída são diferentes no item “parecer de acesso“, onde:

Microgeração:

  • até 15 (quinze) dias após o recebimento da solicitação de acesso, para central geradora classificada como microgeração distribuída. Quando não houver necessidade de melhorias ou reforços no sistema de distribuição acessado;
  • até 30 (trinta) dias após o recebimento da solicitação de acesso, para central geradora classificada como microgeração distribuída. Quando houver necessidade de execução de obras de melhoria ou reforço no sistema de distribuição;

Minigeração:

  • até 30 (trinta) dias após o recebimento da solicitação de acesso, para central geradora classificada como minigeração distribuída. Quando não houver necessidade de melhorias ou reforços no sistema de distribuição acessado;
  • até 60 (sessenta) dias após o recebimento da solicitação de acesso, para central geradora classificada como minigeração distribuída. Quando houver necessidade de execução de obras de melhoria ou reforço no sistema de distribuição.

Conclusão

Em conclusão, esperamos ter ajudado você a entender um pouco mais a respeito da minigeração distribuída e microgeração distribuída.

De fato, criaram – se novos nichos de consumidores e novas opções de negócio. De fato, a GD no Brasil, cresce a passos largos!

Acima de tudo, para você profissional do setor (ou não) é muito importante se atentar e se informar.

Se você deseja saber mais a respeito da fonte de energia solar e como ela funciona, leia o artigo que está em nosso blog ou baixe o e-book gratuito.

Segundo a ABSOLAR, 89,8% dos municípios brasileiros, tem pelo menos um sistema solar fotovoltaico operando.

E de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibobe Inteligência, o desejo de 9 em cada 10 brasileiros, é gerar sua própria energia limpa e barata.

Conforme o que a BNEF diz, com todo o interesse em sustentabilidade crescendo entre as pessoas, até 2040, 32% da matriz elétrica brasileira será de fonte fotovoltaica.

minigeração distribuída e microgeração distribuída

Se você ficou com alguma é só escrever nos comentários. Por fim, não se esqueça de fazer uma visita em nossa plataforma EAD.

Thuany Santos
Jornalista
(16) 3011 – 0547
Oca Energia
Oca Energia
Fundada no ano de 2014, a Oca Solar Energia é uma empresa especializada em capacitação e treinamento em energia solar fotovoltaica. Somos extremamente preocupados com a qualidade e aplicabilidade dos nossos treinamentos, por isso em 2015 firmamos uma parceria com o SENAI que é referência em treinamentos técnicos. Parceria esta que vem crescendo e hoje atende vários estados no Brasil.

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